A literatura é uma fonte rica de personagens estranhos que suscitam nossos sentimentos mais profundos. Muitas vezes, esses personagens acabam se tornando nossos favoritos, mesmo que sejam tão diferentes de nós mesmos. Neste artigo, vamos explorar essa estranheza em alguns dos personagens mais adorados da literatura e entender por que eles são tão fascinantes para nós.

Um dos personagens mais estranhos e icônicos da literatura é o Dr. Frankenstein e sua criatura. Mary Shelley criou uma figura monstruosa que se recusava a ser o vilão que a sociedade o considerava. A criatura é um exemplo de como a literatura pode nos mostrar a humanidade na monstruosidade. Nós simpatizamos com a criatura e seu sofrimento apesar de seus atos aterrorizantes. Ele se torna nosso favorito porque ele nos força a questionar nossa própria humanidade e nossa compaixão para com aqueles que são diferentes de nós.

Outro personagem estranho que cativou o coração dos leitores é Gollum. J.R.R. Tolkien criou um personagem que é quase impossível de entender, mas ainda assim somos atraídos por ele. Sua obsessão pelo Anel e sua personalidade ambígua nos fazem sentir uma mistura de medo, compaixão e curiosidade. Nós esperamos que Gollum possa se redimir, mesmo sabendo que ele é um perigo para aqueles que estão ao seu redor. Ele se torna nosso favorito porque representa a dualidade dentro de nós mesmos e da sociedade.

Há também personagens estranhos que são adoráveis, como Luna Lovegood. J.K. Rowling criou uma personagem excêntrica que é, ao mesmo tempo, engraçada e profundamente sábia. Luna pode parecer estranha para a maioria das pessoas, mas acabamos admirando sua independência e autenticidade. Ela se torna nosso favorito porque nos ensina a abraçar quem somos e valorizar as diferenças dos outros.

Por fim, temos um personagem que é extremamente estranho, mas que tem uma humanidade que todos nós podemos entender: Ignatius J. Reilly. John Kennedy Toole criou uma figura grotesca que zomba da sociedade, mas que é tão desesperadamente solitário e incapaz de mudar. Ignatius é um exemplo de como a literatura pode ser uma janela para os corações mais sombrios e solitários. Nós o amamos e odiamos, mesmo sabendo que ele é uma figura desprezível. Ele se torna nosso favorito porque nos força a olhar para a solidão e o sofrimento de maneira mais profunda.

Em conclusão, a estranheza é uma mola propulsora para a literatura e para nossas vidas. Os personagens estranhos nos ajudam a questionar nossos próprios valores e nos ensinam a ver a humanidade de uma maneira diferente. Eles nos lembram que a compaixão, a autenticidade e a solidariedade são as maiores qualidades que podemos ter. Por isso, eles serão sempre nossos estranhos favoritos.